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Paulistinhas
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| José Afonso Primo e Paulo Rogério Gilani |
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| Pânico na oposição |
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Ainda é cedo para começar a se definir o vencedor do pleito presidencial deste ano, mas os resultados das últimas pesquisas já colocaram os tucanos e seus aliados em estado de alerta. Mais do que isso: em pânico. Eles não imaginavam uma mudança tão rápida no cenário eleitoral, em virtude da sólida posição do pré-candidato José Serra e das naturais dificuldades para a transferência de votos do presidente Lula para Dilma Rousseff.
Primeiro, o Vox Populi registrou 38% das intenções de voto para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e 35% para José Serra, do PSDB. Neste final de semana, o Datafolha cravou um rigoroso empate por 37% entre os dois concorrentes. Para quem espalhava que a primeira pesquisa não tinha credibilidade, a segunda funcionou como um autêntico balde de água fria nos meios oposicionistas.
Mas é bom que petistas e aliados não se empolguem muito porque o tucano José Serra ainda vai aparecer em programas eleitorais gratuitos da televisão, e pode virar o jogo novamente. Afinal, a decolagem de Dilma Rousseff se deu depois que Lula apareceu no programa do PT afirmando que sua candidata foi a grande responsável pelo sucesso de seu governo. Resta aguardar os próximos lances da campanha.
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| Pressão sobre Aécio |
Com a virada de Dilma Rousseff sobre José Serra nas últimas pesquisas de intenção de voto, aumentou a pressão de tucanos e aliados para que o ex-governador de Minas, Aécio Neves, aceite a vaga de candidato a vice na chapa presidencial liderada pelo ex-governador paulista.
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| Sem discurso |
O Ibope deverá divulgar seus índices de intenção de voto nos próximos dias, e pelas indicações eles estarão próximos dos resultados divulgados pelo Datafolha e pelo Vox Populi. Com isso, o PSDB e seus aliados perderão seus discursos contra os institutos que apontam a virada de Dilma Rousseff sobre José Serra como uma fraude.
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| Surpresa |
Enganaram-se os que pensavam que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) tinha saído de cena e iria se manter quietinho, depois que perdeu a legenda de seu partido para se candidatar a presidente da República. Em viagem aos EUA, Ciro quer retornar a São Paulo em grande estilo e se lançar ao Senado. Com isso, vai embaralhar os sonhos de Marta Suplicy, candidata à senadora pelo PT.
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| Onda vermelha 1 |
Apesar de não ser candidato a presidente, Lula será o principal personagem da disputa presidencial deste ano. Petistas do alto escalão do partido comentam que cada comício ou participação na propaganda da televisão vai se transformar num mar de lágrimas. Lula usará o máximo do tom emocional bem ao estilo “pai dos pobres”. E seus seguidores garantem que isso vai carrear uma montanha de votos para o PT.
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| Onda vermelha 2 |
O “pai dos pobres” não vai apenas cacifar sua candidata Dilma Rousseff. Vai também colocar a mão na cabeça de outros candidatos do PT e da base aliada aos governos estaduais. E quem sonha em ser o filho predileto de Lula é o petista Aloizio Mercadante em São Paulo, distante do tucano Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas. Mercadante sabe que o grande sonho de Lula é ver o PT no Palácio dos Bandeirantes. Por isso, espera que o padrinho político dê a força que precisa para vencer a eleição.
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| Irã |
A primeira intervenção diplomática do Brasil, fora da América Latina, foi um grande sucesso alcançado pelo presidente Lula. Queiram ou não seus adversários. Em princípio, reduziu a tensão entre o Irã e países do Oriente Médio, e além disso colocou o País no cenário da diplomacia mundial. Esta ação coloca Lula entre os principais concorrentes ao Nobel da Paz, único título internacional que ainda falta ao presidente brasileiro.
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| Quem diria |
Quando Dilma Rousseff deixou a Casa Civil da Presidência da República para disputar a sucessão do presidente Lula, seus críticos apontaram como um dos fatos negativos a sua personalidade durona, intransigente, bem próxima de uma dama de ferro. Mas na pré-campanha quem tem assumido esse perfil é o tucano José Serra, que anda brigando sistematicamente com jornalistas, e passando a imagem de político ranzinza.
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| Cabos eleitorais |
O candidato tucano ao governo de São Pulo, Geraldo Alckmin, está trabalhando em silêncio. Tem viajado muito para o interior do Estado para se encontrar com prefeitos aliados. Como o PSDB não tem ao seu lado as centrais sindicais, movimentos sociais e militantes aguerridos como os do PT, Alckmin quer compensar isso com cabos eleitorais fortes como os prefeitos.
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| Férias |
| A equipe do Radar entra em férias e só retornará daqui a um mês. Abraços. |
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